Como viajar mais e melhor em 2026 mostra uma mulher de costa no aeroporto levando uma mala de rodinha

Como Viajar mais e melhor em 2026 terá menos legendas exibidas nas redes sociais e mais cuidado com o tempo, o silêncio e a escolha de experiências que renovam.

Analistas, agências e plataformas de turismo apontam para uma mudança clara: viajantes buscam menos barulho, menos decisões e itinerários feitos por algoritmos que entendem suas necessidades.

Estas previsões combinam tendências que vão das quietcations aos roteiros gerados por IA, passando por road trips repaginadas e viagens literárias, conforme compilação de dados das principais empresas ligadas ao setor de turismo.

1. Quietcations, hushpitality e a volta do silêncio

O movimento das quietcations, também chamado de hushpitality, prioriza conforto e silêncio como antídoto ao estresse moderno.

Hector Hughes, fundador da série de cabines Unplugged, afirmou, “Quando começamos a Unplugged, em 2020, praticamente não se ouvia falar em desintoxicação digital e na vida analógica”, e observou que, “Agora, mais da metade dos nossos hóspedes menciona o burnout e a fadiga de telas como sua principal motivação para nos procurar.”

Ferramentas regionais, como o Mapa da Quietude do portal Visit Skåne, medem decibéis para ajudar turistas a encontrar paz, e retiros como os do Skycave Retreats, em Oregon, permitem que hóspedes permaneçam por três dias em cabines na completa escuridão.

2. IA generativa: o algoritmo que planeja suas férias

Viajar mais e melhor em 2026 passa por aceitar que a tecnologia fará parte do processo, desde sugestões de roteiros até reservas automáticas.

Pesquisa do portal de viagens Amadeus indica que cada vez mais turistas empregam a IA generativa para planejar viagens e fazer reservas, e grandes portais já integram ferramentas como o ChatGPT.

A especialista Jasmine Bina alerta que a IA muda como desejos são expressos, mas não o motivo da viagem, “Mas, agora, em vez de simplesmente pesquisar resorts no TikTok, você irá usar o ChatGPT, primeiramente para avaliar qual o seu tipo específico de burnout, quais rituais ou experiências sensoriais ajudam você e qual destino reflete melhor o seu estado interno.”

Há, contudo, riscos: algoritmos podem acelerar o turismo em pontos já saturados, e fraudes online ligadas a ferramentas digitais têm crescido, exigindo uso cuidadoso dessas ferramentas.

3. Roteiros sem decisão e viagens de mistério

O cansaço de tomar decisões impulsiona produtos que retiram opções do viajante, criando descanso mental como serviço.

Na Argentina, o Winemaker’s House & Spa Suites lançou uma opção de viagem de mistério, projetada para eliminar o estresse das reservas e criar surpresas selecionadas para os hóspedes.

No setor de cruzeiros, os “cruzeiros de mistério” crescem, com passageiros embarcando sem conhecer o itinerário, tendência apontada em relatório da empresa de relações públicas de viagem Lemongrass, que liga essas ofertas à sobrecarga cognitiva e à fadiga de tomada de decisões.

4. Road trips repaginadas e viagens lentas

Viagens por terra voltam com força, tanto por prazer quanto por economia.

O Relatório de Tendências para 2026 da rede de hotéis Hilton indica que a hashtag #RoadTrip atingiu mais de 5,9 milhões de menções em todo o mundo, sinalizando que turistas redescobrem o encanto das viagens por terra.

Agências como HunterMoss reinventam a road trip como experiência de luxo, combinando jantares com estrelas Michelin e paradas selecionadas, enquanto 60% dos britânicos afirmaram que pretendem dirigir até o seu destino para economizar, segundo levantamento citado no relatório do Hilton.

5. Hiperindividualidade, nichos e viagens sensíveis ao ciclo da vida

O turismo se adapta a momentos de vida específicos, com roteiros para divórcio, luto, menopausa e para interesses muito segmentados.

Milena Nikolova, da plataforma BehaviorSMART, aponta que experiências de viagem agora funcionam como moeda social e como ritos que antes eram executados em contextos mais coletivos, “A vida se tornou um loop infinito, com menos rituais e ritos de passagem”, diz Jasmine Bina.

Segundo Bina, “Experiências como o divórcio, viagens de luto e retiros de menopausa pretendem criar um bolso de tempo sagrado, centralizado em alguma emoção intensa. São nossos novos limites.”

6. Destinos desconectados e busca por autenticidade

Há um movimento de afastamento de locais superlotados e da turistificação de postais óbvios.

Nick Pulley, fundador da Selective Asia, resume, “Cada vez mais turistas, especialmente da brigada anti-Instagram, se afastam dos locais superlotados que raramente correspondem à sua imagem online, depurada e excessivamente filtrada.”

Regiões como Toledo, Brandemburgo, Northumberland e Somerset registram aumento de interesse, assim como destinos mais aventureiros, que oferecem sentimento local sem multidões.

7. Viagens literárias e experiências inspiradas em telas

Alimentadas por plataformas sociais, viagens literárias e itinerários inspirados por filmes e séries estão em alta, como reflexo do desejo por imersão cultural.

Hotéis e destinos criam retiros de leitura, bibliotecas ao lado da piscina e roteiros que exploram locações filmadas, e Jasmine Bina observa que, “Em tempos de crises ou mudanças rápidas, nós fugimos para a ficção, como forma de explorar nossos medos e desejos.”

Bina completa, “A viagem literária é como uma catarse. Ela nos ajuda a mergulhar ainda mais na ficção, física e mentalmente.”

Em 2026, quem quiser viajar mais e melhor em 2026 terá muitas opções, desde o silêncio deliberado das quietcations até a conveniência de roteiros montados por IA. O desafio será combinar tecnologia e personalização sem perder a autenticidade e a sustentabilidade das experiências.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *